10 de mar de 2008

Armadura

Grades líricas,
lanças, lírios
não podem me ferir.

Cobrem est' alma destilada
sólido rochedo,
armadura de músculos,
rígidos alicerces,
ossos de aço.

As feridas
bordaram calos.
O sangue coagulou,
rejuntou meus tijolos,
minha muralha.

Apenas o júbilo
vê janelas em mim,
frestas na fortaleza.

Armada.
De punho férreo
e vísceras de nuvem...
De olhos amalgamados
e pulmões arejados...
De poesia interior
e voz em riste...
Enfrento o mundo
e o teu sorriso.

3 comentários:

Anônimo disse...

Deve ser um sorriso mto maldoso né....

Gosto das tuas poesias, só não gosto de escrever aqui. Acho que as palavras são para o papel, como a água para os jardins.

Fico feliz q tenhas voltado a ocupar as linhas vazias do mundo.

Anônimo disse...

O comentário Anonimo é meu: Moara

Pinky disse...

Carregar armadura é um fardo...
nos protege
mas é um fardo!!!

:(

fiquei tocado pelo poema :~~~~