11 de mar de 2008

Mescalina I (ou Conversando com o Aldous I)

Abro pupilas, portas, peito.
Percebinfinitamente.

Alucinógeno cacto
potencializando sentidos,
hiperbolizando
sinestesias.

Alucinações,
explosivas metáforas
vivas como elefantes.

Insanidades e
pupilas dilatadas.

Poros e vasos abertos:
sentindo mais o mundo.
Desacelerada
respiração.

Próxima morte
overdósica,
dose dupla,
dose múltipla.

Minha droga, meu vício,
minha mescalina,
meu alucinógeno verso.

2 comentários:

Anônimo disse...

Enquanto uns fazem versos, eu faço folders....vida ingrata!!!!!


Peruana Clandestina.

Elliott disse...

os dois primeiros versos são muito bons... um incio marcante de todos os poemas...