20 de mar de 2008

Poema cuspido

Perdoai
o anarco-verso caótico
revestido de capital,
a gota de lírio
cuspida no asfalto.

Perdoai
o espontanilirismo
neo-romântico
das desaguadas secreções.

Perdoai
as vísceras expostas,
o violento clichê,
o libidinoso neologismo
não planejado.

Perdoai
o verborrágico
o verso hemorrágico
sintomático deste carnaval.

Perdoai,
ela não sabe o que faz.

2 comentários:

Luiz Carlos Canário disse...

claro. likarei também.

Luiz Carlos Canário disse...

"n"