25 de mar de 2008

Tempos de amar

É imperativo afirmativo
infinitamente viver.
Meu infinito infinitivo
enfim
num gerúndio continuado.
Infinitando... Alfinetando...

Neste indicativo presente
amo
a primeira pessoa.
Mas a segunda
é um tu
cheio de tesão.

Oscularia
aquela terceira
num futuro do pretérito
não preterido, preferido.

Também fui feliz
nos braços daquele passado
imperfeito, defectivo.

E se pudesse,
violaria a liberdade condicional
de um confuso subjuntivo
subjetivo.

Conjugo no plural:
revolucionar o mundo.
Nós
num futuro mais-que-perfeito.

4 comentários:

Diego disse...

Poema incrível. Você melhora a cada dia o jogo de palavras e o encadeamento das frases. Ouso dizer que esse é um dos, se não o, melhor poema.

Óculos

Elliott disse...

é imperativo viver...
e se de mortes vive a vida
morro alguns segundos por amor...

Anônimo disse...

Gostei da última estrofe.

PS: já te disse q não gosto de ficar opinando sobre o q as pessoas escrevem.

PS2: Estou ouvindo Tom Waits

PS3: A coisa aqui anda animada hem....rs

PS4: sapato bordô está me machucando.

PS5: Acho q eu tinha q falar da poesia aqui né...droga!!
Só quis ser gentil.

Enfim...ta massa o blog e tudo mais.
Acho q vc não precisa alugar um quartinho, pode ficar na sua kit, com mofo e só deixar cortar a luz. Q acha????
Eu prometo te levar vodca de quinta uma vez por semana.

A sempre Clandestina

Anônimo disse...

PS6: SOu uma negação como comentarista!!!!!!!!!

(trauma de infância)


Clandestina