4 de mar de 2008

Toque

A noite
embriaga-se
do invasivo aroma
da ausente carne.

Destila o caldo
de um gesto.

Sedenta,
bebe as gotas
reprimidas,
espremidas
de um sorriso.

Embebeda-se
de vulcões internos,
infernos líquidos,
fervores.

A noite alvorece-se,
é pluma na face,
úmido toque,
uma gota de tez,
um segundo de ti.

8 comentários:

Cel disse...

até consigo imaginar a profundidade dos teus olhos nesse momento minha neguinha...

te amo!

parabéns por mais essa beleza em palabras, para nós, meros mortais apreciadores das tuas sensações, só nos resta celebrar

Elliott disse...

por um segundo,
por um triz,
explosão!


...


belo poema... bem imagético
:)

Elliott disse...

um que de sinestesia... aromas sabores imagens

Pinky disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Pinky disse...

Embriago-me
da reles lembrança,
do fino toque
ausente pela distância...

:********


vc me fez concordar com o Lee (o que é um exercício de paciência em todo momento, devido a nossa relação de amor e ódio... hehehehe). Um belo poema...

falcon disse...

legal...
:)
gostei tbm...
pode linkar sim...
só apaguei os meus ultimos poemas..
:P
abraço

julia disse...

vc sabe traduzir o dia dia
em canção
gostei mt daqui

e mt obrigada!

J.F. de Souza disse...

Um brinde
à Noite

Criança que é
sempre a brincar

Sejamos nós
sempre
seus brinquedos prediletos


=*