2 de abr de 2008

Armadura II

Rachadura erosiva
acaricia meu rochedo.

Bailes tectônicos
me abalam, sísmicos,
ampliam as frestas.

Incisão decisiva
beija a pele da muralha.

Escudos baixados.
Desmanchados punhais.
Soldados desertados.

Um verso atravessa,
rasga o aço da armadura,
sem sangrar.

Porque todo metal derrete
neste meu ponto de fusão.

6 comentários:

Pinky disse...

"Um verso atravessa,
rasga o aço da armadura,
sem sangrar.

Porque todo metal derrete
neste meu ponto de fusão."


A temperatura tá quente mesmo...

A capacidade de um verso é tal, que consegue mover móleculas a uma velcidade que elas se chocam e provocam o aumento da temperatura...
Gostei =D

Bjos
:***

cel disse...

'Rachadura erosiva
acaricia meu rochedo'

(meu rochedo da saudade...)

Leila Saads disse...

Lindos, lindos, lindos, lindos seus poemas!
Achei seu blog pelo orkut da Cel, ficou maravilhosa a poesia que você fez pra ela.
Parabéns pelo seu talento! Vou te adicionar pra passar sempre que possível por aqui, tudo bem?

Beijos!

julia disse...

um verso atravessa sem sagrar

po...
isso me faz sentir alguma coisa
indefinida não sei
mas muito diferente

gostei muito

Anônimo disse...

Atraversando....rompemos todos os aços...ultrapassamos qualquer muralha.


Clandestina
(Acid girl)

J.F. de Souza disse...

Queima
Derrete
Cauteriza
Acaba comigo!