8 de abr de 2008

Silêncio

Uma pausa.
Chuva que paira
em lágrimas estáticas.

Uma pausa
no perfume imaginário da flor
no baile verde das folhas
na queda madura da fruta
desgarrada da mãe.

Uma pausa.

Que engole a nudez
da minha palavra desabraçada,
abandonada em tua mão.

Uma pausa
na respiração dos relógios,
que apenas dormem
em circulares horas silenciosas.

4 comentários:

Daniel Romero disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
huelén disse...

mesmo longe, escuto teu silêncio aqui.

bjos


(postei com endereço do blog errado , de um amigo. esse comentário excluído foi eu rsrsr sou uma bocoió mesmo)

julia disse...

um dos melhores

Anônimo disse...

Circulares horas,
Circulares horas,
Circulares horas...

As minhas não são silenciosas, ao contrário gritam todos os sons da metropole. Cantos, canos, britadeiras, sonos...minhas horas gritam gente.


Clandestina