20 de mai de 2008

Insônia

Olheiras enluaradas.
Olhos neblinados
de insone silêncio.

Infinda madrugada
insoniada de ti,
brotando sonhos despertos.

Brancas paredes:
folhas caladas.
Toco-as a giz,
escrevo um grito,
estremecendo concretos.

As paredes mudas
florescem em pétalas rajadas,
flor madrugada.

E abrigada de rabiscos,
cubro os olhos.
Nino de poemas
as olheiras já minguantes.

5 comentários:

Ricardo Rayol disse...

não há nada atracvessado nas suas letras, obrigado por visitar o memórias.

julia disse...

é como minha disse
hihiihihihihih

julia disse...

mae*

Rafael J. Albuquerque disse...

Agora fiquei com olheiras caladas vendo essa Insônia que você expôs.

Raiz disse...

Aqui...

Uma dor fina de punhal trespassado
até a coluna se ergue a saudade sem dormir.
Ouvindo o pulmão respirando a minha insônia.

Quero você aqui
com seus grandes olhos reluzentes de vigília.
Acordados ao menos por um instante
enquanto durmo.