7 de mai de 2008

Jura

Semivogaleie meu atraverso...
Complexa carne de nuvem,
que de tão leve,
tão viva,
tão lírio,
fere.
.
.
E eu juro sangrar a vogal
e a haste da semínima,
escorrer as canções,
as guerras,
feridas.
.
.
Juro despetalar o monossílabo,
ser gota áspera na goela,
arrepiar todos os pêlos
do núcleo do sujeito.
Seminua
sílaba.
.
.
Juro ser incoagulável corte,
fenda descosturada,
uma pontada
nos contos,
na fada.
Doer.
.
.
Juro ser o fio da flor afiada,
púrpura pétala cortante,
atraversar a semivogal,
ferir no verso último.
Ser uma injúria
em Julia.
...
.
.

4 comentários:

Leila Saads disse...

Seu juramento de poeta, Yara?
Gostei do formato das estrófes!

=*

julia disse...

poo yara!!
assim eu choro
=~

julia disse...

como não ferir?

Elliott disse...

corvadia eu comentar esse poema
:~~~~~~~

:**
:~~~~~~


(como sou leitor poso sentir viu Yara :X kkkk)

portanto só sinto...