18 de mai de 2008

Palavra

Repentina palavra-flor,
piegas letras petaladas.

Palavra insone
rebuliçosa no peito.

Palavra foragida
desaforada.
Arfante faísca.

A palavra bebeu vodca.
Cambaleou.
Vazou de mim,
lágrima transbordada.

Pousou nua em tua mão.

2 comentários:

Elliott disse...

essas suas pseudos palavras repentinas, bem pensadas, e arquitetadas! kkkkk

:P

o poeta é um fingidor né! kkkk

Raiz disse...

As palavras chegam inesperadas.
Assustadas. Desesperadas.
E vou decifrando-as.