24 de mai de 2008

Poesia

Minha poesia
vaidosa
mira-se no espelho
reflexiva,
atrevidamente.

Minha poesia
narcisa
é viva personificação.
Ela te olha,
oblíqüa monalisa,
sedentamente.

Minha poesia
egocêntrica
mete a metalíngua,
lambe a si mesma,
felinamente.

10 comentários:

Rafael J. Albuquerque disse...

Enquanto lambe a si mesma, felinamente, arranha-me os olhos ao final de cada verso.

Juliana Caribé disse...

Lambendo-se assim, felinamente, lambe também a mim, que me excito e até me arrisco a escrever também alguns versos. (ainda que muito desajeitados...)

Beijos.

Yan disse...

o que é a poesia?

Raiz disse...

"Minha poesia
egocêntrica
mete a metalíngua,
lambe a si mesma,
felinamente."


genial.

Nadja Reis disse...

Que poema belo! Sensual e romantico ao mesmo tempo!rs bjoss

Elliott disse...

vc tah tão metaligüista!
kkkkkkkkkkk

Leila Saads disse...

Meu professor de psicologia da personalidade diz que o poeta é um narcisista diferente, usa dessa cracterística para trazer algum bem ao mundo... Sua poesia foi retrato dessa constatação, mas de um jeito mais... poético...

Beijos!

Salve Jorge disse...

Sua poesia
vaidosa
Prescinde de uma prosa
Pra ser reflexo vivo
Ativamente

Sua poesia
precisa
personifica atrevida
Esse olhar
De mil monalisas
convidativas

Sua poesia
umbigo do mundo
é mais que metonímia
ou qualquer figura língüística
caprichosamente...

* hemisfério norte disse...

querida leila:
n sei se poeta é narcisista mas...:
"o poeta é um fingidor
finge tão completamente
que chega a fingir que é dor
a dor que deveras sente"
..................Fernando Pessoa
-
:)
bjs
a.

Camila de Magalhães disse...

Oi Yara
sou amiga e parceira do Rafael
ele me falou dos seus poemas
e eu a vi no blog dele
vim confirir
encontrei muita mais
suas poesias fantásticas.