18 de mai de 2008

Pressão

Sons socam as têmporas.
Dor temporal.
Tua tempestade em minhas artérias:
repressão circulatória.

Tempo espesso,
giralento mundo,
insípida sede
(de versos, de ti).

Pálpebras pendentes
(hiper tensas).
Um aperto.
Pressão, impressão difusa,
confusa pressa.
In pressionada mente.

És poema impresso
inexpressivo
no meu mundo de pura
im-pressão.

4 comentários:

Antonio Araújo Jr. disse...

Que delícia sentir esse emaranhado de entrelinhas, estrelas.
Estranho como dá vontade de dar os parabéns só por sentir assim, me fazendo sentir também.

Elliott disse...

"olho na pressão tá fervendo, olho na panela, dimite é o feijão cozinhando dentro do molho dela..."

Bruno disse...

Oi!
Pois é, sou o bruno, da livraria. Passei pra prestigiar seu blog rs. Dei uma lida nas poesias, e gostei bastante dessa ultima. Essa brincadeira com as palavras geram um estranhamento legal, umas imagens confusas.
Bem legal!

Leila Saads disse...

O que é expressivo não é palavra impressa, é sentimento expresso e compreendido.

Beijos!