14 de mai de 2008

Respiração

Inspiras, expiro.

Inspiras
poemas mil em mim.
Expiro,
morro em cada verso.

E revivido respiro:
dos choques,
dos teus elétricos olhos.

Constante
sístole e diástole:
és poema
bombeando pulmões,
vias, vida.

Inspiras. Respiro.

14 comentários:

Juliana Caribé disse...

Poesia é respiração mesmo: essencial.

Beijos.

Nadja Reis disse...

Lindo poema! =)

Leila Saads disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Leila Saads disse...

Insipro e absorvo muito da tua expiração...

Beijos!

Eurico disse...

Lindo texto. Um poema em sístoles e diástoles, ritmado e vivo, palpita sob nossos olhos.
Parabéns, poetamiga!

Violeta disse...

fico encantada com suas palavras...
.
beijocas

Raiz disse...

respiro tuas palavras e me sinto viva...

* hemisfério norte disse...

na água
inspiro
mergulho
espiro
:)
bjs
a.

Edson Marques disse...

Suspiro...


Como um Inspírito Santo.


Abraços, flores, estrelas..

julia disse...

lá vai sem destino

Pinky disse...

Faltou-me ar ao ler esse poema!!!

Bjos
:**********

Raiz disse...

sinto saudades do meu ar de brisa...

cadê vc?

Cátia Margarida disse...

Ele ensinou-me a respirar.
eu antes só suspirava para calar a dor.

Anônimo disse...

Lindo!
O jogo antitético enverga o ritmo na forma e o movimento do poema,cuja resultante é uma belísima exaltação à vida.(inspirar x expirar),(sístole x diástole).
"Expiro,
morro em cada verso"
Isso é muito forte a todo poeta...
gosto muito.
Beijos