8 de mai de 2008

Sem adjetivos

O verso
era fome, era sede.
E a sede era tanta!

A boca da moça
era rima, era corte, era fruta.
Era mais.

O sonho era corpo demais,
tão cheiro, tão cor.
E que gosto!

Nas portas dos olhos,
nas brechas do peito,
tudo era tão muito!

Que a menina,
passeando
pelas palavras,
pintava, coloria.
Adjetivíssima.

11 comentários:

Rafael J. Albuquerque disse...

eu tinha achado o seu um pouco antes por um link no fotolog do tainan (a vida em tons de cinza). bonito esconderijo por aqui. li uns pares de poemas, mas comecei a temer você... hehehe.

roubarei seu link pra ficármos quites então.

* hemisfério norte disse...

andante
d
j
.....e
colorido
t
i
verso
o

bjs
a.

Raiz disse...

é muito aqui também.

Violeta disse...

E passear pelas palavras nos leva a lugares onde ninguém consegue entrar...
.
Beijocas
=)

Leila Saads disse...

Sua sede é tanta, Yara!

Gostei do poema. Das características dos versos Sem Adjetivos.

Meus sonhos às vezes me assustam de tão palpáveis, tão reais eles são em mim!

=*

Juliana Caribé disse...

Menina linda, linda essa.

Obrigada pela sua visita e pelos versos mais lindos ainda. Não é incômodo, um quintal não vive sem florzinhas para enfeitá-lo. Seja sempre muito bem vinda.

Beijos enormes.

julia disse...

linda passagem do onírico
p carnal

julia disse...

tava observando seus poemas
ultimamente
eles tão falando tanto sobre tempo

Salve Jorge disse...

Qualquer verso
No teu espaço
É como um traço
Disperso

Eu tenho fome
Do teu nome
E sede
da tua rede
E de mais

O sabor
Se trouxer rubor
À tua face
Que nos enlace
Por favor

Caudalosa
Derrame
Se muita
Tua prosa
Tão formosa
E me chame

Que o menino
Passeando
Vai adorando
Cada palavra
Que lavras
Esculpe e entrega
Sem regra
Merecendo um dicionário de adjetivos
E uma gramática pra sua graça...

Juliana B. disse...

Podia sim.
Principalmente se não for alérgica a poeira! ;)

Elliott disse...

sem comentários viu!?? hunffff
kkkkkkkkkkkk

muito BOm!

Dizem que finjo ou minto

Tudo o que escrevo. Não.

Eu simplesmente sinto

Com a imaginação

Não uso o coração.



Tudo o que sonho ou passo,

O que me falha ou finda

É como que um terraço

Sobre outra coisa ainda.

Essa coisa é que é linda.



Por isso escrevo em meio

Do que não está ao pé,

Livre do meu enleio,

Sério do que não é.

Sentir? Sinta quem lê!

:X

minha cara anarco-poetisa!
kkkkkkkk