12 de jun de 2008

Embriaguez

Bebo na tua pele os dias.
Inalo teu corpo etílico,
idílico.

Devoro as cores
licorosas
derramadas
dos teus olhos.

Mordo teu ébrio riso
multiplicado.
Teus beijos líquidos.

Cambaleio
entre as ondas sísmicas
dos teus cabelos.
Perco-me.

E quero-te mais.
Destilado. Gotejado.
Quero-te em muitas doses.
Puro, sem gelo.

5 comentários:

Raiz disse...

A minha carne trêmula exala perfume sedutor
que te embriaga de desejo molhado.

Salve Jorge disse...

Beba
E receba
Essa vertigem

Devore
E se demore
Na origem

Morda
As apertadas cordas
E as feridas que infligem

Cambaleie
Mas também valseie
Para perdida
Também ser mordida

Que querendo mais
Capaz de achar sua paz
Ou a satisfação de tempos atrás
Afinal, nunca é demais...

julia disse...

nunca mais tinha passado por aqui
ficaram tão lindos esses três ultimos..
parece que o poema encontrou o q tava procurando..
tão devorantes

;*

fênix disse...

o delírio da embriaguez é delícia pura,
a ressaca que é dura...
Beijos

H.Hora disse...

" o amor é sede, depois de se ter bem bebido."