26 de jul de 2008

Almost

Eu
quase-amada
neste quase laço
trapezistamente
saltando triplo.

Eu quase sorrio
a piada pintada na face.
Eu, quase um rio...
quase derreto a maquiagem.

Eu quase toco os incisivos
da fera na jaula.
E os teus indecisivos.

Eu quase sinto o cheiro do teu cabelo,
quase o teu abraço
quando apaga o circo.

Eu,
desequilibrista
na tua linha tênue, teu quase.

7 comentários:

* hemisfério norte disse...

eu quase
........queria
roubar-te as palavras
:)
bj
a.
http://miniminimos.blogspot.com/

Aline Aimée disse...

como pesa a força dessa ânsia! arfei junto de tão belo!

alex pinheiro disse...

A segunda estrofe é genial! Perfeita mesmo...
E de "quases" fizestes uma poesia inteira,,, linda!

Bjs e instáveis invenções!

J.R. Lima disse...

nesta corda
quase bamba

quase vivos
quase mortos

destes medos
quase presos
por entre os dedos
escoam

arremedos

ou quase

Antonio Araújo Jr. disse...

mas é que te sinto
trapezista sem corda
cada vez mais
nó que se desata em vôo
suas palavras aqui
comentários lá

ou os dois,
poemas, assim

Elliott disse...

Eu,
desequilibrista
na tua linha tênue, teu quase.



não há palavras nem ao menos desequilibradas para definir a belezas desses versos

Yara disse...

"...mas você adora um se..."