30 de set de 2008

Big Bang

Tudo era tato
em seu breu
(matéria escura, espaço).

Tudo era toque, gesto, gosto:
movimentos centrípetos.
Nela um universo denso:
singularidade de sentidos,
condensando estrelas, universos.

Tudo era toque cego
mãos e bocas multiplicados,
matizes arcoirisadas ocultas.
Partículas que ela suga e ferve
em seu útero galáctico.

Adentrá-la.
Vítima de sua força cósmica.
Arremessado:
cada quântica partícula,
cada canto desejoso,
pra dentro dela, densa.
(Ele: apenas um gole
em seu infinito gozo).

Ela explode
e escorre
um universo em expansão.

12 comentários:

J.F. de Souza disse...

E assim nasceu...

*** Cris *** disse...

Eita...um ato de amor delicamente louco! Adorei!
Um abraço!

Elliott disse...

"o apartamento que era tão pequeno, não acaba mais..."

Raíza Rocha disse...

" Tudo era só nós dois..."

Salve Jorge disse...

Primeiro foi a explosão
Depois que se fez a luz
Mas fazes juz
À toda criação
Já que tal situação
No conduz
Por essa expansão
Até um bolsão
Cuja perfeição
Pelo infinito
Reluz...

• predicativa disse...

Tudo é nada
enquanto o
universo é passivo
de nós.

Thiago disse...

perfeição!

H.Hora disse...

tudo que expande, é transformação.

Remo Saraiva disse...

Intenso!

Gosto muito de "Ela explode/ e escorre"


Abs,
REMO.

Mary disse...

e tudo tão intenso! belo! :)

beijoss

Aline Aimée disse...

Nossa, que lindo! A última estrofe é um estouro! Esse poema é diferente da maioria dos outros, tem mais imagens e menos jogos de palavras. Mostra a sua versatilidade.
Beijo!

Caminhos... disse...

este tipo de buraco é muito perigoso!