26 de out de 2008

Blues

Acordo.
É tua a mordida azul
de tatuadas notas
em meu corpo. Sangro.
É meu o banzo
que chora na tua corda.
Que é de aço, mas é bamba.

Acordo
pensativa e pentatônica.
Meu acorde arranha longo o âmago.
Ecoa rouco molambo,
flor gutural.
Pede que acordes.

11 comentários:

Ramon Alcântara disse...

Desafino Billie Holiday, enquanto caio do meu sono.


abz

moacircaetano disse...

Música!
Pura e permanente.
Presente.

Obrigado.

Sabrina Sanfelice disse...

Seus poemas combinam até mesmo com meu gosto musical e, sinestesicamente, se encaixam como luvas..

Com essa me veio a mente "Simon" do Suede. Perfeito!

Leila Saads disse...

Coisa bonita teu (des)amor musical.

Um beijo de bonitos acordes!=*

Espírito Livre disse...

(...)
"Ecoa rouca molambo,
flor gutural.
Pede que acorder."

Me apaixonei. Venho sempre.

Salve Jorge disse...

Concordo
Num acordo
Pelo acorde
Com cor de vinho
Até que aborde
O que mordo
Do teu caminho...

Cada corda
Denota
A minha cota
Da sinfonia
Das amarras
A que se agarras
Enquanto dormia...

J.F. de Souza disse...

Muito agradável! =)

Jr. Magal disse...

bela poesia
dedilhada...
arranjada...
acordada...

mucho bueno!!!

obrigado pela visita...

Thiago disse...

me perdi nesses acordes seu...

Sabrina Sanfelice disse...

Posso linkar-te? Juro que adoraria..

Beijos

Aline Aimée disse...

Acho que esse é o mais lindo que já li. Significa muito pra mim a ligação com a música. Adorei!