15 de jan de 2009

Sádica sílaba

A farpa do meu canto
na tua garganta.
Minha sílaba madrugada,
meu ácido pranto,
minha rima
na tua jugular.

Quer te chorar.

12 comentários:

Elliott disse...

hum... produção em escala industrial!!

:)

hehehehe

O Profeta disse...

Brotam e correm para o Mar
Os sonhos da tua alma de gaivota
Têm a nudez das águas de uma baía
Neste coração de dor encoberta

Rosa breve em aurora de Abril
Festa da luz no azul do mundo
Semeias sonhos como estrelas no espaço
Guardas apenas um no teu mais profundo


Bom fim de semana



Mágico beijo

Jaya disse...

"Quer te chorar".

Pelamor, Yara. Larga de fazer poesia exata, assim. Como teus versos conseguem me alcançar dessa maneira?

Esse querer chorar alguém.
Esvaziar-se.
Liquidificar-se.
Não sei.

Fiquei pensando.
Me inspirou.

Moça, não some!

Te beijo, com carinho.

fernando disse...

a
farpa
sibila
e canta o corte
e a
corda que resvala o pescoço

acordar suspenso
nessa sílaba

dói.


belíssima!

Thiago disse...

quase que preenchendo-se de vazio! Ou qualquer coisa que chore.

• c disse...

te chorar
para te sorrir.

Mulher na Janela disse...

poesia alcançada a lágrimaque gosto de sal por aqui.
muito lindo.

Priscila Mondschein disse...

Olá!
Gostei muito da Força do seu cântico... dá pra sentir!!!
Belo blog!
Beijo

Cosmunicando disse...

maravilhoso isso... sem comentários!

Aline Aimée disse...

como eu adoro as coisas lindas que vc escreve!

J.F. de Souza disse...

UAU!!! =D

J.R. Lima disse...

MUITO legal!!

Fazia tempo que não vinha aqui. Vejo que foi um tempo fecundo, terei de fazer outra9s) visita(s) em breve!