24 de abr de 2010

Des-culpa

Perdoa esta mentira
verso de cafeína
falacioso.

Perdoa
pois hoje é verão
e a chuva morna
desmancha máscaras
de machê e açúcar.

Perdoa
a falta de nexo
desta aurora.
Perdoa o prefixo
e o sufixo
crucificados
(eles não sabem o que fazem)

Perdoa
o éter e o heterônimo
fingidor.

Desculpa.

Mas bebe esta mentira
até a última gota.
Pois neste bar
não há dose de culpa.
Só whisky sem gelo.

6 comentários:

Grã disse...

"Perdoe por tantos perigos,
perdoe a falta de abrigo,
perdoe a falta de amigos,
os dias, eram assim..." Ivan Lins

O q vc oferece é sempre bom
e eu sempre bebo, sem culpa.

Lindo!
Beijo.

J.F. de Souza disse...

me lembrou "comunhão".

talvez vc lembre deste escrito meu...

Rafael J. Albuquerque disse...

Também pedi Des-culpa, com minhas palavras. Nada comparado, admito, às suas. E não é modéstia, nem falsidade dela. Parabéns, seus poemas parecem sempre me tocar. Apesar de ter comentado pouco, tenho passado aqui sempre que posso. Até mais!

Elliott disse...

muito bonito. mas ficaria mais bonito a palavra whisky escrita uísque.
:P kkkk

Fernando Martinez disse...

perdoa.poema muito lindo








http://fernandomartinezn.blogspot.com/

Taiomara Fina disse...

agora sim eu li inteira!