13 de ago de 2010

Pequena

É tanta a poesia
que fecundas
em meu ventre,
que, quando nasce,
ela me arrebenta.
E não há leite que baste
para alimentá-la.

É tanta a poesia
plantada por ti
em meu útero,
e eu sou tão pequena,
que me engrandeço
para que ela caiba.

7 comentários:

J.F. de Souza disse...

as forças maiores são sábias. e nos deram corpo e alma para acolher e abrigar a poesia. =)

=*

João disse...

Crescendo de trovão até findar,
Depois o esboroar-se, grandioso,
Quando o Tudo criado era escondido
Isto – a Poesia -

Ou o Amor - os dois vêm coevos -
Ambos, nenhum provamos -
Um qualquer experimentamos e morremos -
Ninguém vê Deus e vive –

Emily Dickinson

Márcia Luz disse...

Amor e poesia! Divino!

Moara disse...

Em se plantando tudo dá...eu disse tudo mesmo!

Ramon Alcântara disse...

Ai, que lindo! Maravilhosa a imagem de um parto poético e de inúmeras poesias brincando em volta da progenitora descabelada.

abz

Cel Bentin disse...

estreita e irrestrita, mergulha adentro e faz tibum, no avesso do peito.

poemismo disse...

Maravilhoso!
Bom demais saber da existência dos seus versos no mundo.
Muito prazer, Dan.