Hoje
eu quero adentrar
na vagina úmida
da palavra sexo.
Quero que bocas,
seios, pênis
signifiquem
exatamente o que são.
Lambê-las todas.
Hoje
não meto metáforas,
metonímias, eufemismos.
Ainda que haja
de leve
uma metalíngua,
esta poesia
apenas penetra
o literal.
Hoje
vou chupar a palavra pênis
em cada letra, pingo e gota
até ela ficar bem feliz.
Só hoje,
nada de sutileza.
A poesia
vai dizer safadezas
em seu ouvido.
Escrever será um prazer.
E no clímax,
no ápice da palavra clítoris,
a poesia vai gozar.
E você vai gostar.
9 comentários:
É. Eu gostei. Do sexo e da metalinguagem.
Caralhooo! Muito bom o poema.
obs.: Faltou a palavra caralho no poema kkkkkkkkkkkkkkk
Ôpa!
Eita, não só vou como já gostei da ideia, da sugestão, do imaginar...mas a noite chega...ah, se chega!
Rs
Passando para conhecer o blog e agradecer a visita ao meu. Gostei daqui, posso acompanhar?
Beijos.
ℓυηα
como se precisasse esperar a noite... isso foi grave, agudo.
A destreza do sexo na clareza do amor que se respira em toda a pele.
Jorge Manuel Brasil Mesquita
Lisboa, 04/11/2010
Uma excelente utilização das palavras...
Parabéns, Yara!
beijo :)
Mais que excitante; direto e envolvente. Sensual demais!
Muito show! bom demais...
poéticorgasmo!
te provoco
te toco
tocando como
toco nas cordas
de um violão
talvez aspero
te toco
envolvendo no emaranhado
das palavras nao ditas
apenas sentidas
me provoque
diria o que?
que para vencer
é preciso perder
?
isso não é um jogo
nem é um poema de amor
é de alguém
que não sabe se gostou
Samuel, 8 de novembro de 2010
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