15 de dez de 2010

De coeur

O verso que a musa
memoriza
já estava lá.
Porque ela nasceu
sabendo-se.

Ela sabe tatear
a tatuagem profunda
que se fizeram.
Invisível
dentro da carne.

Ela sabe de cor
de corpo
de coeur
o beijo.
Decorou
a cor mais precisa
de cada acorde.

De olhos fechados
a musa
sabe de cor(ação)
a canção.
Reconhece
o crepúsculo corpo
que lhe dá a mão.

(Para Nathália, musa tomada emprestada, sem licença)

2 comentários:

poemismo disse...

Uau! Que ótimo, yara! Acho incrível como vc consegue realizar muito bem qualquer ideia que tem. Ela é isso mesmo. Linda, sempre. Beijos, querida.

J.F. de Souza disse...

'de coeur'... o título é perfeito!

e tudo mais que eu disser será repetição de bajulações!

=*