11 de mar de 2011

Turvo

Em teus negros olhos,
flores de petróleo,
aprendi a ver
coisas que não existem.

Teus olhos
de águas turvas
onde jazem tão misturados
o lodo, a iris, a pupila,
a verdade, a mentira.

No negrume líquido de teus olhos
ergueram-se castelos
de obscuros calabouços.
Devaneios.

Até que um dia
teus olhos de petróleo
derreteram.

5 comentários:

° Marrí disse...

Teus olhos derreteram os singelos matizes que pintei pra te enxergar......

Ramon Alcântara disse...

Óleos de petrolhos combustão para mim.

Joana Masen disse...

Como eu disse em um dos meus poemas, "olhos de carvão". E esses olhos dão muito o que falar. Lindo poema.
Bjos!

kika Hare disse...

Guria que lindo!!!
Haribol!!

Anderson Meireles disse...

Procurando poesia boa de ler...
Aqui sempre encontro!
Abraço!