9 de jun de 2011

Felino

Ficaram expostas as substâncias.
Lambemos tudo
que permanece sobre os pelos
quando o poema ultrapassa poros.

Lambemos
lascas de chuva borrando a janela
e o matrimônico anel de saturno.
Em ambas as línguas
nossos noturnos gomos.

Sob a asa do lençol,
a textura amniótica
do teu colo felino,
masculino útero.

Quando tua língua
secou lágrima acre
de minha pupila vertical,
devolvi
a concavidade serena
de guardar.

Em tua papila
me guardas, doce.
Em minha língua permaneces,
verso.

13 comentários:

CARLA STOPA disse...

Adorei a intensidade...

Aline Aimée disse...

Lindo!
De fazer ronronar o coração!

J.F. de Souza disse...

gostei desse. =)
[me deu uma ideia prum escrito!] =D

=*

RR disse...

Isso aqui tá lindo demais! =)

Amanda Lemos disse...

Gostei bastante do Blog.
Muito interessante !

É bom ver a cada dia que passa mais originalidade nessa "blogosfera". :)

Deixo o meu aqui caso queira dar uma olhada, seguir..;
http://bolgdoano.blogspot.com/

Muito Obrigada, desde já !

Moara disse...

Eu vim ler esse blog...mas encontrei ele empoeirado. Não gosto de verso passado.

E ainda roubei e divulguei.

Thiara Pagani disse...

Faz um tempoq eu passo por aqui, primeir avez que comento.
Blog incrível!

Fred Caju disse...

Analogias interessantes.
Abraços!

(Gostei do espaço)

Eduardo Trindade disse...

Frente e verso, do inteiro e pelo avesso. Adorei teu poema-súplica-entrega.
Abraços!

Anônimo disse...

oi Iara!!
adorei seu blog voce manda muito bem!!
chega de puxar o saco rs
segue o link do meu projeto, ainda esta no omeço mas da uma lida

http://starlight-chronicles.tumblr.com/

bjoooo

Bruno

Eurico disse...

Sempre preciosas, tuas palavras.
E esse poema tem um especial sabor de chuva na janela.

Vim te rever e te deixar um abraço fraterno.

Elliott disse...

menina essa ano tas improdutiva!! vai atualizar não?
kkkkkkkkkk

J.F. de Souza disse...

Eu ia dizer que faz tempo que não passo por aqui...
Mas.pelo visto, nem vc. =P

=*