20 de jul de 2012

Raiz

Não tenhas preguiça de enraizar-te.
Cravar unhas, tronco, braços,
caule, cascas, pele,
seiva sumo, saliva, sementes.
Deixar-te ao sabor do solo
a pensar o fruto
traçando laços sedimentares
Deixar-te apenas
descansar os músculos carnosos
fibras clorofílicas
em meu ventre de humus
a umidecer-te.

5 comentários:

Elliott disse...

Sempre seus poemas sexys.

J.F. de Souza disse...

há de crescer
em boa terra
esse
sentimento

J.F. de Souza disse...

(esperando tua volta, mulher.)

Tata disse...

Que maravilha! Intenso, o que vive e morre de desejo.

Lola disse...

Gostei.
E fiquei.