26 de mai de 2009

Alagoas

Dizias
de um viver afrodisíaco
de permanente embriaguez.
Infindas noites
quentes mantas.

Dizias paradisíacas
as águas verdes
e sereias doces
de madeixas em algas
e alagadas vulvas.

Dizias de solos
chorando cores
sedimentares
sobre os mares.

(Seriam falácias
as tuas falésias,
teus retalhos de terras?)

E teus olhos,
mais que úmidos,
mais ainda
diziam.

E de sereias verdes,
de olhos mares,
de úmidos solos,
de ti
alaguei-me.