A poesia
acumula na mobília.
Nos cílios em vigília.
Poesia em pó
salpicada sobre os livros,
tapando narinas.
Poesia cocaína
que eu inalo
branca e pura.
Inalo o vício
peneirado, açucarado.
O refino.
O resquício
que a cama exala
pós polinizada
pelo pó
da poesia.
O pó sépia,
poeira pífia,
insípida.
A poesia rinite
que eu tusso
retinta
no lenço.
Faxina. Narina. Cocaína. Fina...
Aspiro carreiras
de rima pobre
em pó.
Industrializada.
Apenas poesia sinterizada.
De poeta
aspirante.
14/10/2009
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