1 de dez de 2010

Medusa

Por um segundo
me amas.

E em tua camisa
minhas madeixas
serpentes
mambas negras
vivas
se enroscam.

Por um segundo
encaras meus olhos.
O verso
veneno via iris
tão narciso quanto meduso.

Miras o verso
por um instante
suficiente.

E em teu peito
eu
petri
Fico.

7 comentários:

Anderson Meireles disse...

Leio, releio e "petripinotizado" fico,
abraço!

Victor disse...

a leitura de tal poema revela as faces lírica e desabestadas de uma poeta jovem e talentosa...

Eurico disse...

Que belezura de poema!
Só a poesia pra nos fazer ficar de pé.

Abraço fra/terno.

Sandra Regina de Souza disse...

Delicadeza intrínseca em cada verso. Imagens edificadas. Tua poesia toca a alma... e eu sempre choro ao ler-te! bjo

Anderson Meireles disse...

Gosto tanto de te ler que dediquei um selo a esse blog aqui.
Passa lá "em casa" pra pegar,
abraço!

Raoni Moura e Carolina Zuppo Abed disse...

Jamais olharia teus olhos...mas desejaria-os o tempo todo.

Que poema mais maravilhoso.
Obrigado por me encantar sempre que venho aqui.

J.F. de Souza disse...

esses versos, sim, petri-ficarão bem aqui!

[Yara qrida!!! Mas esse escrito teu é PERFEITO!!!]

=*