17 de abr de 2012

Cubo Mágico

No vértice da tarde
minha cor e a tua
tão primárias
se expandem
por todos os lados
poliédricos.

(Enquanto outros cubos
incolores, doloridos,
gelam o verso do corpo,
o álcool do copo)

Nossas cores pontiagudas
circundam um eixo
(de vida)

E se teu movimento
preciso, calculado,
encontra, ao acaso,
no mesmo de seis lados
minha cor sem rumo,

é apenas para saber
nosso perfeito encaixe.

5 comentários:

Weslley M. Almeida disse...

Cor e movimento, versos e o corpo: o poema.
Poesia com cheiro de paixão.
Bela!

Caranguejúnior disse...

Perfeito encaixe
co
res !!

Elliott disse...

ela voltou!!

poemismo disse...

Você por onde anda?

André disse...

Olá, Yara,

descubro este seu belo blog e seus excelentes textos. Pelo que vi, o bom gôsto da cor e da forma tem aqui um rendez-vous com a qualidade poética de seus textos.

Minha admiração, voltarei mais vezes.

Saudações poéticas,

André