25 de mai de 2010

Fim

Eu Medéia.
Eu Joana.
Eu todas as éias e anas
entre tantas
desenganas e desidéias.

Eu engulo seco
o abandono.
Planejo fria uma ferida.
Coagulo.

Eu calculo
teu seno, teu quadrante.
Injeto
tangencialmente
meu veneno.

Basta um dia
e eu Joana jorrando
Joana tangente
pungente
rangendo dentes
insiro
a cicuta.

Eu mato
Jazão,
a prole,
o não.

Eu firo
e prefiro
assim
o fim.